Historia - Movimento Popular Legião Tricolor - Fluminense

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Historia de la barra brava Movimento Popular Legião Tricolor y hinchada del club de fútbol Fluminense de Brasil

Muitos querem saber o que é, quem faz parte e como surgiu o Movimento Popular Legião Tricolor – MPLT. Poucos percebem que o MPLT nada mais é do que a própria torcida do Fluminense, redescobrindo-se e fazendo o que melhor saber fazer: amar o clube das três cores que traduzem tradição.

Tudo começou quando tricolores arquibaldos, desgostosos com o comportamento geral da torcida, principalmente durante os jogos do Campeonato Brasileiro de 2006, resolveram reunir-se e debater sobre o que fazer para melhorar o que parecia estar em estado profundo de hibernação: o canto que vinha da arquibancada.

Assim, criou-se a comunidade A Verdadeira Torcida Tricolor. Apesar da prepotência do nome, motivado única e exclusivamente pelo sentimento de revolta à época, a comunidade tinha como objetivo congregar tricolores apaixonados, que compareciam aos jogos assiduamente e que tinham disposição para fazer a diferença dentro do estádio, empurrando o time à vitória, pouco importando o resultado parcial da partida.

Com isso, alguns tricolores, que não se conheciam, passaram noites acordados, convidando outros, ainda que totalmente desconhecidos, pelo Orkut a fazerem parte da recém-criada comunidade. Alguns aderiram de imediato, muitos ignoraram o convite. O importante é que um pequeno grupo estava sendo formado e, a partir de então, debates foram travados pela internet, aparando-se as arestas e traçando um norte a ser seguido. E assim foi feito.

No dia e horário do jogo de volta, válido pela Copa Sul-americana de 2006, disputado na Argentina contra o time do Gimnasia y Esgrima, deu-se a primeira reunião do que hoje é conhecido como MPLT.

Nela, realizada em um bar na Tijuca, compareceram cerca de 10 tricolores que resolveram de uma vez por todas o que seria e como se chamaria o que estava sendo proposto naquele instante. Após muita troca de idéias, estava instituída a Legião Tricolor, escolhida pela maioria dos presentes em detrimento a outros nomes sugeridos, como, por exemplo, Barra Tricolor.

O nome, diferentemente do que muitos possam achar, era o de menos para aquele grupo – o que continua sendo até hoje. Foi escolhido apenas para suprir a necessidade de nomear-se a comunidade no Orkut, mudando-se o anterior, que não condizia com o ideal do Movimento. Na verdade, o mais importante naquela noite não foi a escolha mencionada, mas a elaboração do Estatuto, contendo 10 regras, que mais são mandamentos.

Lá, encontra-se exatamente o que aquele grupo pensava – e ainda pensa -, reproduzindo fielmente a proposta, o pacto, oferecido a todos os demais tricolores.

Assim, instituiu-se: o apoio incondicional e contínuo durante os jogos; a ojeriza à vaia ao jogador; a igualdade entre todos os tricolores participantes ou não do Movimento; a repulsa à violência; a não-competição com as Organizadas do Fluminense; a eleição da camisa e do escudo do Fluminense como o único uniforme e símbolo a ser usado pelo Movimento; a exaltação apenas ao nome do Fluminense; a não-vinculação do Movimento a nenhum Partido Político; e, por fim, mas não menos importante, a não-participação política dentro do clube, tornando-se possível a participação de todas as correntes políticas, independentemente da ideologia defendida, apoiando o clube dentro do estádio, como todo torcedor deve fazer.

Uma vez criada a doutrina, hora de colocar-se em prática. E assim aconteceu no jogo Fluminense x Botafogo, válido pelo Campeonato Brasileiro de 2006. O pequeno grupo resolveu assistir à partida junto, nas cadeiras amarelas, na parte superior, colado às cadeiras verdes.

Imagine a surpresa dos demais torcedores que ignoravam a existência do Movimento ao ver na arquibancada um grupo formado por 10, 12, 15 tricolores, no máximo, que cantava sem parar. Ora acompanhava o que a torcida cantava. Ora puxava cantos quando todos estavam calados (a maioria das vezes). Isso tudo de forma incansável e ininterrupta sem ter um instrumento sequer. Apenas o gogó e as palmas das mãos.

Com isso, no final do primeiro tempo, outros tricolores perplexos, mas apaixonados à primeira vista, mesmo sem saber o que de fato estava acontecendo naquele momento nem quem eram aqueles "malucos", abraçaram a idéia pura e simples de cantar durante o jogo inteiro, estando o time bem ou mal na partida. Vislumbraram, enfim, o que era realmente torcer, apoiar, ajudar.

O que era um grupo de 15 pessoas passou a ser de 35 no início do segundo tempo. E foi crescendo com o decorrer da partida. No fim, eram 60 pessoas. Numericamente nada significativo levando-se em consideração a quantidade de tricolores existente no mundo. Ideologicamente, um gigantesco passo, pois nenhuma palavra foi dita sequer. Nenhuma idéia foi trocada. Apenas o exemplo foi dado. E prontamente assimilado por alguns, o que, naquele momento, era o suficiente.

Assim, a cantoria estendeu-se até o fim do jogo. O placar final foi desfavorável. E não poderia ser outro para marcar o que naquele jogo aconteceu: o renascimento da torcida tricolor, declarando para o Fluminense e para quem mais quisesse ouvir que ela estava ao lado do clube e nunca o abandonará!

Daquele dia em diante, o espírito que emanava do Estatuto contagiou uma gama de torcedores, uma verdadeira legião. Cada vez mais o exemplo era dado. E cada vez mais assimilado. O surgimento de novas músicas, o resgate das bandeiras pequenas (marca registrada de nossa torcida durante décadas), o ambiente pacífico e familiar... Tudo era favorável à grande festa dentro do Maracanã e nos demais estádios brasileiros por onde o Fluminense jogava.

O que estava sendo passado, na verdade, era que a torcida pode e deve torcer sempre com alegria e fazer a diferença nas arquibancadas. Usufruir, de uma vez por todas, a plenitude do direito de torcer.

Inicialmente, a Legião Tricolor, que defendia – e ainda defende - a idéia do apoio incondicional e ininterrupto durante os jogos, ao crescer, esbarrou na desconfiança de várias pessoas. Tanto dos tricolores que freqüentam o Maracanã sem serem associados às Organizadas quanto dos que freqüentam e são associados. Muita conversa aconteceu entre todos. Dúvidas eram dirimidas. Esclarecimentos eram feitos. Incêndios, apagados. Muitas vezes não se chegava a um consenso, como tudo nessa vida. Mas o que importa é que, após longo período de desconfiança, finalmente todos estavam juntos e preocupados em alcançar apenas um objetivo: apoiar incondicional e ininterruptamente o Fluminense, empurrando-o às conquistas.

Por conta disso, uma pequena mudança no nome tomou lugar. O que antes era chamado apenas de Legião Tricolor passou a ser conhecido como Movimento Popular Legião Tricolor – MPLT. Isto ocorreu, mais precisamente, em meados de 2007.

A mudança fez-se necessária para que o próprio nome explicasse, mesmo que superficialmente, o que era aquele grupo. Freqüentemente, pessoas achavam - e algumas ainda acham - que a Legião Tricolor já era ou tornar-se-ia uma nova torcida organizada do Fluminense. E isso não era nem é a vontade de todos que ali estão, pois o objetivo é mudar o comportamento da toda a torcida tricolor, especificamente o torcedor comum, e tornando-se uma Torcida Organizada isto não seria alcançado.

O torcedor comum é aquele que vai ao estádio, mas não é associado à nenhuma Torcida Organizada, chamado de "povão". Este, apesar de ser pagante, não estava presente. Isto tinha que mudar. Para mudar era necessário que integrantes do próprio "povão" mostrassem o caminho.

Assim, depois de ultrapassadas as barreiras iniciais, o "povão" acordou e, por conta disso, passou a ser atuante, presente.

Inúmeras festas foram promovidas no Maracanã com o apoio de vários tricolores anônimos: a das bandeiras, a das bobinas, a das faixas, a dos piscas e, a mais emocionante de todas, a da volta do pó-de-arroz.

Nas arquibancadas, o canto ininterrupto tornou-se uma realidade. No campo, o time correspondeu como nunca.

Atualmente, início de 2008, as cadeiras amarelas são as mais concorridas, lotando-se primeiro em jogos cheios. Isso, na verdade, não é motivo de orgulho nem de festa, pois o ideal é que todas as cadeiras lotem ao mesmo tempo. Para o torcedor cantar basta estar no estádio, assistindo ao jogo no meio do Movimento, nas cadeiras brancas, nas Organizadas, nas cadeiras inferiores ou nas especiais. Mas, sem dúvida, representa o resultado imediato alcançado pelo MPLT.

Agora, o trabalho é manter esta ideologia e conseguir definitivamente a união de todos em prol de uma coisa só: cantar pelo Flu. Alguns ainda não estão imbuídos deste espírito, mas, por ser contagiante, é questão de tempo.

Falta muito ainda, é verdade. O caminho, até aqui, foi percorrido com alguns tropeços, mas nada que prejudicasse a caminhada em si. Os erros serviram como aprendizado. A trajetória, como exemplo. O horizonte está cada vez mais nítido e o comportamento da torcida é outro, bem mais ativo.

Não se sabe aonde isso tudo chegará. Muito menos se será possível alcançar objetivo tão nobre sem se desvirtuar. A única certeza que se tem disso tudo é que um Movimento espontâneo de tricolores, que não se conheciam, tomou lugar nas arquibancadas e conseguiu resultados jamais esperados.

Hoje, a torcida está mais forte. A busca pela perfeição é incessante. Alcançá-la é pretensão demasiada. O que importa é que, ao buscá-la, caminha-se.

A idéia que fica é que, enfim, a torcida tricolor está conseguindo concretizar o que antes era apenas um conceito abstrato: O FLUMINENSE SOMOS TODOS NÓS.

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